quinta-feira, 16 de junho de 2022

Lembretes para autocuidado


  Cresci com lembretes colados com um ímã na geladeira, era o melhor lugar para ser visto. Com o uso dos celulares, os recados na geladeira ou na mesa foram trocados por mensagens eletrônicas, mas ainda mantenho alguns lembretes especiais. 

  Costumo deixar um livro no sofá, lápis de cor encima da mesa… Esses costumes para mim são lembretes para pausas de autocuidado:

 - Pare de pensar um pouco, se distraía!

  - Vamos se divertir!

  Tem hora que penso:

  - Qual o recado que posso deixar na geladeira?

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Maracujás



 

Como é bom ter uma parreira de maracujá! Com meu pai aprendi gostar da natureza, aprendi plantar rosas, flores de maio, mandioca e principalmente montar e cuidar da parreira de maracujá no quintal.

Nossa primeira parreira foi plantada em família. O maracujá cresce rápido, em pouco tempo apareceu a primeira flor. Enquanto a parreira crescia apareciam as borboletas, lagartas e ovos de borboletas e eu tinha o prazer de olhar as folhas e retirar as pragas praticamente todos os dias.

Anos depois, já adulto, eu estava contemplando o maracujá florido e cheio de mamangavas... Eram tantas! Esses insetos se mostravam habilidosos, pairavam no ar e pousavam com precisão…

Algumas mamangavas estavam com as costas todas amarelas de pólen, presenciar isso me trouxe uma sensação de cumplicidade com a natureza: Se envolver com a comida, se lambuzar enquanto cozinha ou aprecia um alimento, faz parte da vida até das mamangavas!

domingo, 27 de junho de 2021

Leite azedo!

                                                                 Desenho: William Paraizo


O leite azedou. Que bom! Você pode se perguntar: Como assim? Para entender é preciso conhecer a minha história com o leite.

Pela manhã um senhor com uma carroça deixava uma garrafa de vidro com leite e pegava a garrafa vazia, vazia não, com água normalmente pela metade para ficar mais pesada, deixada em cima do muro ou do relógio medidor de energia. Se acontecesse de não estarmos em casa era só avisar um vizinho para guardar o leite.

Lavar a garrafa sempre foi o mais divertido: vidro é muito bom para guardar alimentos, mas o leite com o tempo vai manchando a garrafa e cada família tinha a sua receita para lavar a garrafa, alguns usavam feijão ou arroz misturados com água que era chacoalhado até sumirem as manchas. Eu tinha maneira especial de fazer isso e com muita satisfação deixava a garrafa brilhante.

Ferver o leite era a diversão, era comum me gabar: Eu não deixo o leite transbordar! Quando o leite fervido esfria a nata sobe, e quem fervia o leite também se incumbia de guardar essa nata em um pote e colocá-la no congelador, as geladeiras ainda não tinham freezer, quando se juntava uma boa quantidade já tínhamos o ingrediente principal para bolachinhas de nata.

Estava lá olhando o leite ferver para desligar na hora certa e algo deu errado – o leite azedou. No verão o leite azeda facilmente, era demorar um pouco mais para ferver… Isso nunca foi triste: colocava açúcar no canecão e com uma colher de pau ia mexendo e fazia um doce que durante anos em minha vida chamei de doce de leite azedo, hoje descobri que esse doce é chique e tem um um nome ainda mais elegante – ambrosia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Livro: Vencer ou vencer de Raul Drewnick

 

Neste livro temos a história da Lucinha, uma jovem de 18 anos que busca o sonho de jogar vôlei e com muita garra consegue mais do que esperava.

Quando ela sai do interior e vai para São Paulo, fazer o teste para o time juvenil, alguns imprevistos acontecem e com grande esforço consegue a vaga para o time juvenil de vôlei – Unidos.

Durante os jogos, Lucinha conhece Fábio um jogador de basquete dos Unidos e começam a namorar. Uma pessoa misteriosa aparece algumas vezes para conversar com Fábio e Lucinha tenta descobrir quem é, aos poucos esse mistério é revelado. Grandes surpresas acontecem tanto para o Fábio como para Lucinha…

O livro é envolvente, é difícil parar de ler, nos faz pensar em quão bom é conhecer alguém especial e praticar um esporte, nos enche de vontade de se movimentar.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Sobre o livro: Histórias do escritor – Moacir Sciliar



  Essa coleção de contos escolhidos pelo escritor Moacir Sciliar é sem sombra de dúvida um prazer duplo.
  O prazer da leitura de ótimos contos, muito humanos. Apreciei o conto “Acender uma fogueira” de Jack London, uma história emocionante – suspense até a última linha.
  Outro prazer é que após cada conto há uma pequena crônica com até 3 páginas sobre o porque daquela história está ali, isso é tão gostoso: é como ter alguém para conversar sobre livros, histórias e literatura.
  Contos mundialmente famosos, inclusive autores brasileiros, fazem parte da seleção. Pode ser que já conheça alguns contos dessa coleção, ou tenha lido outras obras dos autores escolhidos. Qual o seu conto ou crônica favorito?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Sobre o livro "Na cozinha com Nigella" de Nigella Lawson

Os grandes prazeres da vida vêm das coisas pequenas e muitas vezes corriqueiras. Cozinhar e conversar podem ser fontes de prazer.
Ler um livro é a oportunidade de conversar sozinho, é um prazer. “Na cozinha com Nigella”  é mais que um livro de receitas. Nele não há apenas receitas ou instruções, é sobre o prazer de cozinhar.
As sessões do livro têm nomes especiais como: “O que tem para o jantar”,  “O sonho do lar acolhedor”, um bem divertido é: “ A cura culinária para a dominguite à noite”.
Cada sessão acompanha verdadeiras crônicas sobre o prazer de cozinhar, algumas risadas não faltaram. Acredito que todos os que gostam de cozinhar em casa e para família possuem hábitos até um pouco diferentes dos outros, eu mesmo nunca liguei pra ordem de comer a sobremesa, às vezes antes, outras durante a refeição e até depois, quando li que a autora também tem esse conceito e até afirma que se pode preparar um doce que equivale a uma refeição completa, soltei uma gargalhada boa:
-Tem mais gente que pensa como eu!
Outra crônica que me fez sentir confortável foi sobre o prazer de cozinhar pra si mesmo – isso significa: usar pimenta a vontade!
As receitas do livro vem com uma história escrita de um jeito bem descontraído e sempre há uma preocupação em cozinhar para crianças, em algumas receitas há ressalvas como: se for para crianças reduza alguns temperos, outras são mais diretas: as crianças amam isso. Outra particularidade do livro é sobre usar as sobras: como congelar e guardá-las. As fotografias das receitas são obra de arte, algumas vezes me dei ao luxo de olhar e apreciá-las com um bom café quente.
Quem lê esse livro vai acabar amando limão siciliano, eles estão em muitas receitas. Os últimos limões que comprei já adquiri o hábito de usá-los por completo, não desperdiço as cascas, nem que seja para incrementar um assado, acrescentar em sucos ou simplesmente usar como tempero secreto nas saladas.
Esse é um livro é pura diversão para quem cozinha por prazer!

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Livro: "O Homem que Calculava"



   O livro "O homem que calculava"  do Malba Tahan é um livro que li na juventude e foi muito interessante lê-lo novamente. Lembrar do problema dos 35 camelos, da aluna "invisível" e refletir em assuntos da vida, sejam eles matemáticos ou não, como a história sobre o x da vida.
  Ainda não consegui eleger qual a minha história favorita, mas o segundo capítulo, onde é apresentado a habilidade de contar do Beremiz ( nome do homem que calculava) sempre me impressionou.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Ler - uma experiência sensorial





   Quando pensamos em ler, exercitamos os nossos sentidos, a nossa imaginação reacende experiências e gostos.
   As várias técnicas artísticas empregadas em uma capa de livro nos chamam a atenção e pode ser um fator importantes na escolha de um livro. Quando olhamos a capa do livro: “Minha vida de menina” da Helena Morley é como se tocássemos em uma pintura áspera de guache, o título e o nome da autora imita uma escrita de uma caneta de pena que nos traz a memória do barulho da caneta de pena no papel. O nome da autora tão destacado como o título, nos faz refletir: quando aprendemos a escrever o nosso nome - é o máximo.
   Continuando percebemos que o livro foi feito em papel nobre, levemente amarelado, tem um tamanho bom, é fácil de segurar. Quando decidi ler e mergulhei na leitura, as risadas, o jeito direto e muitas vezes inocente da narrativa me levou a pensar:
   -Que livro divertido, vou ler devagarinho para saborear cada ideia, rir de todas as aventuras e voltar a ser criança, ser adolescente nem que seja pela imaginação, afinal, em imaginação podemos ser jovens para sempre.
   Desfrutar dos deleites de um bom livro, exercitar os sentidos, deixar a imaginação nos divertir é o prazer que uma boa história nos proporciona...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O livro: Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus


  No final da década de 1990 a TV Cultura reprisou algumas reportagens importantes, em uma dessas reprises foi contada a história do livro Quarto de Despejo. Fiquei impressionado com o que foi contado sobre o livro e decidi lê-lo.
  É um livro difícil de ser encontrado, acredito que esteja esgotado, mas recentemente o encontrei na biblioteca municipal aqui em Jaú – SP. Pela capa percebi a sua importância, a edição que emprestei é de 1976 e nessa época o livro já tinha sido traduzido para 13 idiomas
  O livro é um diário real de uma mulher que cria sozinha seus três filhos trabalhando como catadora de papel e outros itens recicláveis, o que ela consegue catar é vendido para comprar comida e outros itens para a sua família. No livro é bem descrito o cotidiano da favela onde morava, seus moradores, as suas dificuldades, a luta pela sobrevivência..
  É uma leitura reflexiva e cativante que abre caminhos para se pensar em diversos assuntos: a fome, a discriminação, o lixo, política, vícios, relacionamentos, infância, coragem, criação dos filhos, exemplos dos pais, diversão, esperança, religiosidade, educação, trabalho...
  Quarto de Despejo marcou a literatura do Brasil. O fato de ele ser apresentado na TV Cultura como fato marcante do século XX já é um convite para a sua leitura.


sábado, 27 de agosto de 2016

Livro: “Os Meninos da Rua Paulo”



  “Os Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Molnár é um famoso livro infantojuvenil que narra a história de meninos que gostam de jogar pela, um jogo parecido com o tênis, na cidade de Budapeste – Hungria.
   Com o livro podemos ver como as crianças imitam o mundo dos adultos. Outra característica marcante do livro, é como qualidades notáveis são apresentadas com altas doses de inocência pelas crianças, como o perdão e a lealdade.
   É um livro empolgante, daqueles que não queremos parar de ler, ainda bem que consegui uma edição de bolso que possibilitou levá-lo para qualquer lugar e lê-lo em poucos dias.






quarta-feira, 6 de julho de 2016

Animais de estimação

  É fácil gostar de um bichinho, de nossos animais de estimação. Os animais que estão perto de nós, com certeza são motivos de alegrias, quando estamos tristes é comum um cachorro nos cutucar com o focinho até que esquecemos de nossa tristeza.
  Muitas vezes admiramos pássaros, seja pela sua beleza, pelo seu canto ou barulho. Desenhar animais é com certeza um passatempo de muita gente como do meu amigo Gedelte Baicaicoa Junior, que fez os desenhos a seguir.








segunda-feira, 4 de julho de 2016

Arte e amizade

   A arte está por toda a parte. As vezes a recebemos como presente, seja ela por meio de um amigo que gosta de cantar e nos convida a ouvi-lo e cantar junto, por meio de uma criança que nos dá um desenho de giz de cera; ou quando um amigo nos desenha um personagem que apreciamos. Até as pessoas que nos convidam para uma refeição e capricham tanto que um simples prato se torna uma obra de arte colorida - uma arte bem nutritiva!

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O carinho que vem de um livro



    Lembro de alguns livros com carinho, alguns foram importantes e outros continuam importantes, um deles é um dicionário:
    Meu pai chegava em casa com um dicionário de 3 volumes, embora fosse usado, os volumes estavam em bom estado, o maior diferencial é que era um dicionário ilustrado, a maioria das ilustrações eram em tom de cinza, mas em intervalos regulares de páginas, haviam ilustrações e fotos coloridas.
    Passei muito tempo durante a infância olhando todas as ilustrações. Uma apresentava como um desenho animado era produzido, outra seção, as vestimentas femininas no decorrer dos séculos, outra as vestimentas masculinas, algumas iluminuras, fotos de animais, entre outras coisas... Nesse dicionário sempre encontrei qualquer palavra que precisei.
    Algumas coisas podem ter uma finalidade, mas com certeza pode ter outras aplicações: - um dicionário me ensinou, na infância, que ler é divertido. Até hoje, quando vejo um dicionário grande em alguma estante sou tentado a foleá-lo, gosto de olhar algumas palavras e até sentir o cheiro de papel.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Música e memória



    Certa vez ouvi: “não há povo sem música.” Esse frase me fez pensar: É a música assim tão importante?
    Toda música é uma poesia, eu sempre fui apaixonado por poesia, rimas, palavras... Isso por si só responderia, a música é importante, é importante para mim.
    Uma palavra amiga é tudo de bom, pode produzir sorrisos em um rosto triste. Mas isso não é tudo, música não é apenas palavras, o arranjo de uma música é praticamente um idioma, a diversidade de sons produzidos por um ou mais instrumentos, torna ainda mais agradável o som das palavras.
    Certa vez, tomando café, ouvi uma pessoa próxima dizer:
    -Odeio café, tem gosto de remédio!
    Ao ouvir isso descobri que podemos associar algo ao prazer ou a dor, com a música isso também acontece, podemos associar uma melodia a uma lembrança, seja acontecimento ou sentimento.
    Quando escuto a música One day in your life, imagino um casal dançando apaixonadamente. Quando escuto A banda fico impressionado com a riqueza das rimas, quando ouço E o vento levou, - Tema de Tara, a minha emoção acompanha a musica conforme o tom sobe ou desce.
    Há músicas que fazem lembrar pessoas: Essa música, quando toca no rádio, minha mãe canta junto! Essa melodia é tão apaixonante que faz lembrar de alguém especial. Algumas vezes até nos “apropriamos” de uma música por dizer :
    -Essa é a minha música!
    A música nos ajuda a pensar nas coisas boas que temos, reforça as boas lembranças, estimula nossa imaginação - nos faz sentir bem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme

Assisti:     Peanuts, Snoopy e Charlie Brown: Peanuts, O Filme.  Quando o filme acabou a plateia aplaudiu, isso me surpreendeu, foi o primeiro filme aplaudido em uma sala de cinema em que eu estava.



Desenho de Gedelti Baicaicoa Junior

sábado, 2 de janeiro de 2016

A amizade na literatura infantojuvenil


  Um amigo é o bem mais precioso que temos. Os amigos nos valorizam e fazem brotar em nós o que temos de melhor. A literatura valoriza muito a amizade, dois clássicos da literatura infantojuvenil dialogam sobre a amizade: - O meu pé de laranja lima e a A teia de Charlotte.

  O meu pé de laranja lima escrito por José Mauro de Vasconcelos traduzido para mais de 10 idiomas, foi adaptado para a televisão como novela várias vezes e foi base para dois filmes. O livro narra a história de Zezé um garoto extremamente inteligente e pobre que usa a imaginação para superar as dificuldades, quando há pouquíssimos amigos, ele imagina uma árvore pequenina, o pé de laranja lima, como seu amigo, a ternura é tanta que o pé de laranja lima acaba possuindo vários nomes.

  A história da amizade passa a ter um enfoque ainda mais humano quando entra o Portuga, um senhor que pela idade poderia ser avô de Zezé, mas faz aflorar nele o seu melhor.

   A teia de Charlotte escrito por E. B. White é um dos livros mais vendidos de todos os tempos. O livro foi base para o desenho A menina e o porquinho e mais recentemente para um filme cuja história emociona até os adultos mais sisudos.

   E. B. White conta a história de Wilbur um porquinho anão que escapa da morte pela ajuda de uma menina que cuida dele até que ele é levado para o sítio do tio. Wilbur se sente sozinho mesmo com outros animais até que faz amizade com a aranha Charlotte que se torna sua melhor amiga e lhe salva a vida com sua engenhosa habilidade.

   Ao lermos as duas histórias nos maravilhamos no quão poderosa é a amizade, no quanto somos ricos quando possuímos apenas um amigo verdadeiro, ao mesmo tempo que nos maravilhamos com o poder da imaginação.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Amizade

A amizade é essencial para a vida. Um amigo sempre se importa com o que somos e nos valoriza. Procurar ser um amigo pode ser a chave para novas amizades.




segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Gosta disso?


Como refrigera a alma... quanto!
Longo dia molhado de pranto
Saudade de uma amizade
Lembro da sincera bondade.

Amei. Sinceramente, amiga
cativou-me com seu sorriso
O que será de minha vida?
Amizade perpétua viso?

Gosta disso? Como é agradável!
Contemplar o seu boa noite, sim o terno,
Afável quanto o amor materno.

Amizade, quanto é louvável!
Não és botão, és flor!
Amizade, brilhará em amor?

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Um pedaço de madeira?


   Ao dizer uma sentença simples, podemos ter a certeza que ela é inteligível, mas a compreensão está no outro que nos ouve e aquilo que é facilmente compreensível para nós pode ser incompreensível para outros.
   Uma pessoa que não se interessa tanto por madeira pode simplesmente dizer a outra:
   -Pegue esse pau, que está logo aí, por favor.
  A ordem pode ser muito bem compreendida pela outra pessoa como também pode causar certa confusão (ruído na mensagem). Pau é uma palavra muito imprecisa. Para quem conhece um pouco sobre sobre madeira, cada formato de madeira tem um nome característico, como: tábua, viga, caibro e assim por diante. Se o ouvinte fosse alguém que conhecesse um pouco sobre madeira a mensagem causaria certo estranhamento pela falta de clareza, o contrário também causaria. Imagine a ordem sendo dita a quem não conhece nada sobre madeira:
   -Pegue aquele sarrafo, logo ali, por favor.
   A pessoa talvez pensasse:
   -Sarrafo, o que é isso? É aquele pau logo ali?
   Notamos que a clareza é relativa àquele que fala e seus ouvintes. É possível ser claro e facilmente compreendido, por se acrescentar adjetivos aos objetos ao serem referenciados, isso, quando não é exagerado, torna a sentença mais suave. Imagine que algum conhecedor de madeira peça para outra pessoa que nada sabe sobre madeira:
    -Por favor, pegue aquele sarrafo de madeira escura próximo a porta.
   A ordem foi alterada para uma exortação fácil de ser compreendida pela outra pessoa, seja conhecedora de madeira ou não.
   Vivemos num mundo com tanta tecnologia para facilitar a comunicação, mas ao mesmo tempo a comunicação ainda é um grande desafio, um desafio para qualquer pessoa.


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Coisas boas...


   Certos acontecimentos são tão valiosos que nos enchem de satisfação:

   Ouvir a sua música preferida tocar no rádio.
   Abrir um jornal e rir com os quadrinhos até perder o fôlego.

   Outras coisas boas são ainda melhores porque nos pegam de surpresa e faz desaparecer qualquer tristeza:

   Se deparar com um ipê florido no seu caminho habitual – é uma beleza exuberante!
   Escutar o barulho da chuva enquanto se prepara para dormir – é tranquilizador.

  Há outras ocasiões que despertam sentidos e trazem inúmeras lembranças:

  Sentir cheiro de café fresco – é um convite para uma conversa.
  Saborear pimenta, pimenta com arroz – dá uma fome!
  Se lambuzar ao saborear um caqui doce – é como voltar a infância.

  Há novas coisas boas, descobertas a cada dia, quando nos permitimos “sentir”:

  O abraço do cônjuge.
  Dançar por simplesmente dançar, sem preocupar com os passos corretos.
  Descobrir o quanto cada amizade é valiosa e nos enche de alegrias com suas coisas boas.